Na manhã de quinta-feira (24/9), o Centro Tecnológico da Marinha da Universidade de São Paulo, localizado na zona oeste de São Paulo, tornou-se palco de um episódio que intriga as esferas militar, judicial e médica, após a morte da segunda-tenente da Marinha Beatriz Fickert Santoro, cujo corpo foi encontrado desfalecido em seu alojamento no mesmo dia, gerando suspeitas sobre o procedimento pericial e a legitimidade do atestado de óbito emitido pelo Hospital Universitário da USP.
Contexto Institucional e Procedimentos de Investigação
As autoridades militares e policiais relataram que a equipe da Polícia Militar foi acionada após uma médica do Hospital Universitário da USP recusar-se a emitir o atestado de óbito para a segunda-tenente Beatriz Santoro, mesmo diante de indícios visíveis de que o corpo já apresentava sinais abióticos, o que sugeria há tempo considerável sua morte; os PMs registraram formalmente que não foram autorizados a acessar o local do achado, medida que, segundo especialistas em perícia criminalística, comprometeu a cadeia de custódia e a análise fática dos vestígios.
O caso, que já mobiliza a Polícia Civil e o Ministério Público Militar, também envolve questionamentos sobre possíveis falhas nos protocolos de comunicação entre as instituições envolvidas — Marinha, hospital e órgãos de segurança — bem como sobre eventuais tentativas de obstrução à apuração independente, já que a remoção do corpo antes da perícia oficial pode ter alterado elementos cruciais para o laudo definitivo.
O corpo da segunda-tenente apresentava sinais abióticos há tempo considerável antes da formalização do óbito.
Repercussão Institucional e Described Legal
Em nota oficial, a Marinha confirmou que Beatriz foi encontrada desfalecida no alojamento e que uma equipe médica foi imediatamente acionada, destacando que as causas do óbito estão sob apuração das autoridades competentes, sem prejuízo à adoção de medidas disciplinares ou investigativas previstas no Regimento Interno da Força.
As implicações jurídicas do caso permanecem em aberto, com especialistas apontando para a necessidade de averiguação rigorosa sobre a legitimidade do procedimento pericial e eventuais responsabilidades civis ou criminais decorrentes da suposta omissão ou falsificação documental no processo.



