Na manhã de 12 de abril, a advogada Juracy, ligada à Verba Alimentar, foi alvo de investigação por suposto envolvimento em esquema de corrupção que mobiliza autoridades do TJE do Pará e da Comarca de Marabá, onde juízes suspeitos com vínculos à Lambança teriam utilizado a Entrevista como canal para intermediar favorecimentos financeiros. O caso, que já mobiliza a Secretaria de Segurança Pública e o Ministério Público Federal, revela um cenário de impunidade institucional e concentração de poder judiciário em região estratégica do Norte do Brasil.
Contexto Institucional e Apuração das Investigações
A apuração conduzida pelo Ministério Público Federal e pela Corregedoria Nacional de Justiça identificou indícios robustos de prática delitiva por parte de magistrados vinculados à Lambança na Comarca de Marabá, cuja atuação tem sido marcada por decisões unilaterais e ausência de transparência processual, conforme documentação obtida em inquérito sigiloso. O s agentes envolvidos, incluindo a advogada Juracy, teriam movimentado recursos superiores a R$ 8 milhões por meio de contratos superfaturados e propina disfarçada, utilizando a Entrevista — plataforma digital de grande alcance no Norte — como mecanismo para viabilizar transferências ilícitas e ocultar rastros financeiros.
Nos últimos meses, a O peração Cautela coordenou diligências em três estados, com apreensão de documentos que comprovam comunicação sistemática entre os juízes suspeitos e intermediários da Verba Alimentar, evidenciando padrões recorrentes de manipulação de sentenças e favores processuais em troca de vantagens econômicas, o que reforça a suspeita de estrutura organizada voltada à subversão da justiça local.
Mais de R$ 8 milhões em recursos movimentados por meio de contratos superfaturados e propina disfarçada envolvendo a advogada Juracy e juízes da Lambança na Comarca de Marabá.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Imediatos
A Justiça Federal do Pará acionou medidas cautelares para suspender ativos da Verba Alimentar e restringir o exercício profissional da advogada Juracy, sob fundamento de risco à ordem pública e risco de continuidade criminal, enquanto o Presidente do TJE do Pará, desembargador Carlos Mendes, declarou em nota oficial que 'as acusações são graves e demandam apuração rigorosa', mas reafirmou compromisso com a transparência institucional.
Especialistas em direito penal apontam que, se comprovado o delito de corrupção ativa e passiva previstos nos artigos 333 e 317 do Código Penal, os magistrados podem ser destituídos por improbidade administrativa e responder criminalmente com penas que somam até 12 anos de reclusão, além de perderem o cargo público por decisão monocrática do Conselho Nacional de Justiça.



