A TV definiu, nesta sexta-feira (23/10), o cronograma e os parâmetros de conducta para o último debate presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), programado para as 21h20, imediatamente após o Jornal Nacional, em um cenário marcado pela proximidade das eleições e pelas exigências de transparência e imparcialidade.
Regulamentação da Emissora e Medidas Preventivas
A emissora divulgou um conjunto de normas específicas para os três primeiros blocos do debate, incluindo a chamada "regra anti-deboche", que impede o candidato que não detém a palavra de se deslocar livremente pelo cenário, medida adotada para evitar repetições do ocorrido no debate da Band, quando Flávio Bolsonaro posicionou-se atrás de Lula durante a fala do presidente, ação considerada pela campanha petista como tentativa de gerar conteúdos para redes sociais.
A decisão foi tomada após ampla consulta às diretrizes do TSE, ao código de conduta da emissora e às demandas de audiência, com o objetivo de preservar a dignidade do debate e impedir interrupções estratégicas que possam comprometer a fluidez da discussão.
O debate ocorrerá com restrição de movimentação nos três primeiros blocos, enquanto na última fase os candidatos terão total liberdade para locomoção.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Pós-debate
A decisão da de não realizar checagem ao vivo das afirmações durante o debate foi confirmada pela direção da emissora, com a responsabilidade técnica sendo transferida ao portal, que publicará as verificações no site Fato ou Fake após a finalização dos três blocos iniciais.
As expectativas quanto à condução do moderador César Tralli e à reação dos partidos indicam um debate tenso, com Lula acompanhando apuração do segundo turno em São Paulo e Flávio Bolsonaro em Brasília, enquanto o TSE negou pedido de suspensão de mensagens do governo federal formulado pelo senador.



