O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou que não facilitará as negociações com o centrão para ocupar espaços na Esplanada dos Ministérios em seu quarto governo. Segundo auxiliares, os partidos que desejarem integrar a gestão deverão comprovar a entrega de votos, e o tamanho dos ministérios será definido com base nesse mapeamento: quem entregar mais votos terá pastas maiores.
A medida busca evitar a repetição da instabilidade enfrentada na base do terceiro mandato, especialmente após o centrão ganhar espaço no governo sem entregar uma base sólida no Congresso Nacional. Com a tendência de guinada à direita a partir de 2027, impulsionada pelas bancadas expressivas do PL, o governo quer saber exatamente com quais votos pode contar em votações de prioridades.
Expoentes do centrão defendem que a articulação política fique com um partido que não seja o PT. O nome do ex-ministro e deputado federal Silvio Costa Filho (Republicanos) é mencionado para a função, mas no Palácio do Planalto ainda não há clareza sobre a escolha de Lula para a vaga, ocupada por três petistas durante o terceiro mandato: Alexandre Padilha, Gleisi Hoffmann e José Guimarães.



