A eventual alteração na escala de trabalho 6x1 deve ter impacto direto limitado sobre a folha de pagamentos da Brasilagro, segundo avaliação do CEO André Guillaumon durante conversa com jornalistas para divulgação dos resultados financeiros. A empresa tem pouco mais de 400 funcionários registrados no Brasil, sendo que uma parcela significativa atua em áreas administrativas e de gestão, principalmente em São Paulo, e já não costuma trabalhar aos sábados.
A maior preocupação está concentrada nos trabalhadores que atuam diretamente nas fazendas e atividades operacionais, onde uma mudança na jornada pode exigir reorganização dos turnos e afetar a logística das propriedades rurais. Guillaumon exemplificou com o recebimento de insumos agrícolas: se um caminhão de fertilizantes chegar em um sábado sem equipe disponível para descarregar, o transportador poderá aguardar até segunda-feira, gerando custos adicionais.
Embora o impacto direto sobre a própria folha seja estimado como pequeno, o executivo reconhece que a mudança pode pressionar os custos dos fornecedores de serviços. Caso as empresas terceirizadas tenham despesas maiores para reorganizar as jornadas, parte desse aumento poderá ser repassada à Brasilagro e outra parcela será absorvida pelos prestadores, com redução de suas margens.



