Na véspera do início do Setembro Amarelo, a influenciadora Égua Manu, conhecida como @eguamanu, desabafou publicamente sobre cansaço, dificuldades financeiras e a descontinuação do tratamento de depressão profunda com Estimulação Magnética Transcraniana (EMT), desencadeando uma corrente de solidariedade que resultou na criação da campanha "A Manu desistiu. Mas nós não desistimos dela", destinada a custear seu tratamento e ampliar o apoio psicossocial.
Contexto Institucional e Histórico da Mobilização
A descontinuação do tratamento com Estimulação Magnética Transcraniana (EMT), utilizada por Manu para o manejo da depressão profunda, ocorreu após ela relatar, em publicações recentes, o esgotamento das sessões e a percepção de que os medicamentos convencionais deixaram de produzir efeitos, evidenciando um quadro de fragilidade emocional acentuado pelas circunstâncias socioeconômicas e pela ausência de rede de apoio imediata.
O desabafo realizado no domingo (30) repercutiu amplamente nas redes sociais, mobilizando seguidores, amigos e criadores de conteúdo para a arrecadação de recursos, em um contexto no qual a Sespa mantém Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) como o CAPS Amazônia e o CAPS Renascer em Belém, que oferecem atendimento especializado gratuito à população em sofrimento psíquico que interfere nas atividades cotidianas.
A campanha "A Manu desistiu. Mas nós não desistimos dela" visa reunir doações para custear o tratamento psicoterapêutico e fortalecer a rede de apoio à influenciadora em um momento crítico de saúde mental.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos Institucionais
A Sespa confirmou, por meio de nota oficial, a disponibilidade dos CAPS para acolher casos de saúde mental como o vivenciado por Manu, ressaltando que o atendimento psicossocial é imprescindível para a prevenção do suicídio e da deterioração funcional, especialmente em períodos como o Setembro Amarelo.
Profissionais da saúde mental recomendam que a interrupção abrupta de tratamentos deve ser acompanhada de supervisão clínica, e destacam que a solidariedade coletiva pode complementar, mas não substituir, o cuidado especializado oferecido pela rede pública.



