João Carlos Pereira da Costa, de 23 anos, foi preso na sexta-feira (6/11), suspeito de provocar a morte da enteada. A prisão foi reconhecida pela família paterna como um passo importante rumo à verdade sobre o caso.
A nota assinada pelas advogadas Ariane Rodrigues Silva e Luciana Villaça Ros reconheceu o empenho da Polícia Civil do Distrito Federal, especialmente da equipe da 32ª DP, na condução das investigações. A defesa atuará no processo como acusação.
Alice morreu em 25 de outubro após dar entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em parada cardiorrespiratória e com sinais de violência pelo corpo. A certidão de óbito registra como causas da morte hemorragia aguda, hemopneumotórax, politraumatismo e ação contundente.
Profissionais de saúde que atenderam a menina na UPA identificaram hematomas em diferentes estágios de evolução, o que, segundo a defesa, indica em tese a ocorrência de agressões reiteradas e não um fato isolado.
O pai pretende pedir habilitação como assistente de acusação para acompanhar o inquérito e a futura ação penal ao lado do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Entre as atribuições estão apresentar provas, solicitar diligências e participar de audiências.
A defesa também aguarda a conclusão do laudo de exame cadavérico pelo Instituto de Medicina Legal (IML). Ao final da nota, a família paterna agradeceu às pessoas que se solidarizaram e contribuíram financeiramente para custear o velório e o sepultamento. O pai não concederá entrevistas por enquanto.



