Atacante do Tottenham publicou imagens feitas com inteligência artificial em referência à disputa judicial por um imóvel em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro
O atacante Richarlison, do Tottenham, ironizou Flávio Bolsonaro (PL) nas redes sociais nesta terça-feira (27), após a notícia de que o ex-senador deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos, dois dias depois da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. O jogador aproveitou a ocasião para relembrar a disputa judicial por um imóvel na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, envolvendo o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio.
Na publicação, Richarlison compartilhou imagens produzidas com inteligência artificial que simulam uma retomada do local, identificado nas montagens como “Ilha do Richarlison”. Na legenda, o atacante provocou: “Então não tem ninguém na ilha, né?”. A postagem chamou atenção de Neymar, que declarou apoio a Flávio durante a campanha eleitoral e comentou: “Próxima vez lê o contrato seu moleque”.
Entenda a disputa pela ilha
O conflito judicial começou em 2020. Richarlison afirma ter pago cerca de R$ 10 milhões pela aquisição dos direitos sobre o imóvel e acusa Flávio Bolsonaro de ter se envolvido na disputa por interesse na propriedade. Segundo o atacante, o ex-senador teria demonstrado interesse em comprar o local, mas a negociação não avançou após sua recusa.
Flávio, que figura como testemunha no processo, nega qualquer irregularidade ou participação na disputa pelos direitos sobre o imóvel. Já o advogado Willer Tomaz afirma que sua empresa adquiriu legalmente os direitos de ocupação da área e contesta a negociação realizada por Richarlison, alegando que o jogador teria negociado com posseiros.
O desentendimento voltou a ganhar visibilidade durante a campanha presidencial de 2026, quando Richarlison publicou vídeos e imagens criticando Flávio Bolsonaro. No domingo (25), após a vitória de Lula, o atacante também compartilhou uma montagem feita com inteligência artificial que mostrava o rosto do presidente em uma tatuagem nas costas. A nova provocação ocorreu em meio à repercussão da ida de Flávio aos Estados Unidos.
A viagem ocorreu dois dias após Flávio ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. O deslocamento também aconteceu em meio às investigações que envolvem o senador e à determinação do ministro Alexandre de Moraes para que ele entregasse seus passaportes.



