O PIB da agropecuária deve registrar expansão de aproximadamente 3% em 2026, segundo Luis Otávio Leal, sócio e economista-chefe da G5 Partners. A projeção considera o desempenho positivo de janeiro a junho, especialmente a alta de 2,8% no segundo trimestre, que surpreendeu o mercado. No entanto, os indicadores do terceiro trimestre são menos favoráveis, com o IBC-Br sugerindo estabilidade ou retração do setor no período.
Para 2027, as instituições divergem quanto ao ritmo da economia brasileira. A G5 Partners espera desaceleração do PIB para cerca de 1,5%, com menor contribuição da agropecuária, enquanto o Rabobank projeta crescimento de 2,2%, embora reconheça riscos de revisão para baixo. Ambos apontam os juros elevados por mais tempo, a volatilidade cambial e o baixo carrego estatístico como obstáculos à expansão.
Além do clima e dos juros, a política fiscal será determinante para 2027. O Rabobank estima que a dívida bruta do governo geral avance de 83,6% do PIB em 2026 para 87,2% em 2027, com espaço limitado para ajustes nos gastos, uma vez que cerca de 90% das despesas primárias são obrigatórias. A implementação da reforma tributária e eventuais medidas de campanha eleitoral também exigirão nova discussão sobre as contas públicas.



