O Banco do Japão decidiu manter sua taxa básica de juros inalterada em 1,25% na sexta-feira (30), encerrando uma reunião de dois dias. A decisão foi amplamente esperada e visa permitir mais tempo para analisar os efeitos dos aumentos anteriores nas condições de crédito.
A autoridade monetária declarou vitória após quase 14 anos de esforços para atingir a meta de inflação de 2%. Com esse objetivo alcançado, o banco central sinalizou que entrará em uma fase mais restritiva, podendo aumentar os juros a cada poucos meses.
O presidente Kazuo Ueda afirmou que a inflação subjacente está consistente com a meta de preços, mas destacou a existência de riscos de alta. Ele ressaltou que a instituição debaterá os juros em cada reunião, incluindo a próxima prevista para dezembro.
Em uma medida adicional para se afastar da política monetária ultra-flexível, o banco anunciou que acelerará as vendas de fundos negociados em bolsa a partir de janeiro. O volume anual passará dos atuais 330 bilhões de ienes para 860 bilhões de ienes, cerca de US$ 5,5 bilhões.
Durante a votação, o membro da diretoria Hajime Takata defendeu um aumento da taxa para 1,5%, mas sua proposta não foi aceita pelos demais membros.



