A taxa de desemprego ficou em 5,2% no trimestre encerrado em setembro, o menor nível da série histórica, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (30). O país também atingiu o recorde de 103,6 milhões de pessoas ocupadas, com um aumento de 581 mil trabalhadores em relação ao trimestre anterior e redução de 234 mil desempregados.
Ao mesmo tempo, a informalidade continua sendo uma característica relevante do mercado de trabalho. Dos ocupados, 37,5% estão nessa condição, totalizando 38,8 milhões de pessoas. Esse percentual é estatisticamente estável em relação à divulgação anterior e ligeiramente inferior ao registrado há um ano.
O emprego privado com carteira assinada, excluídos os trabalhadores domésticos, somou 39,4 milhões e permaneceu estável no trimestre e em um ano. Isso indica que a expansão da ocupação não se baseou apenas na formalização de vínculos trabalhistas.
A renda média do trabalho chegou a R$ 3.790, com aumento real de 3,6% frente ao mesmo período do ano anterior. O rendimento trimestral ficou estável. Somados, os rendimentos dos trabalhadores alcançaram R$ 387,5 bilhões, novo recorde da série.
O texto ressalta que nem todo trabalhador informal ganha pouco nem todo autônomo é informal, já que a classificação considera critérios como carteira assinada e CNPJ conforme a ocupação. Ainda assim, renda variável pode dificultar o planejamento financeiro e a formação de reservas.



