Na esteira da volatilidade dos mercados energéticos globais, os preços do petróleo Brent e WTI fecharam em queda de 4% e 5%, respectivamente, atingindo US$ 99,64 e US$ 94,93 por barril — os menores patamares desde 10 de setembro, com o Brent rompendo a marca psicológica de US$ 100 há onze dias, em contexto de expectativa de avanços diplomáticos sobre o embate entre Estados Unidos e Irã durante a Assembleia Geral da O NU, além da partial recuperação dos embarques sauditas.
Contexto Geopolítico e Dinâmicas Diplomáticas no O riente Médio
A desvalorização dos contratos futuros do petróleo reflete a combinação de fatores geopolíticos e logísticos que repercutem diretamente sobre a oferta global, com a Arábia Saudita retomendo parcialmente seus embarques após interrupções no oleoduto Leste-O este da Aramco, responsável por cerca de um terço das exportações do país. Dados de satélite indicam que o volume diário transportado pelo Estreito de O rmuz atingiu média de 2,9 milhões de barris nos últimos seis dias, contra apenas 700 mil em agosto, sinalizando ajuste logístico e mitigação de riscos geopolíticos. Paralelamente, o Irã comunicou formalmente ao Irã as condições para retomar negociações nucleares, conforme reportagem da Al Jazeera baseada em entrevista com Mohsen Rezaei, chefe de segurança iraniano, no sábado.
Nos arredores do conflito no Iêmen, os houthis — grupo apoiado pelo Irã — continuaram a executar ataques contra instalações estratégicas da Arábia Saudita, incluindo alvos em Riad e na cidade de Yanbu, no Mar Vermelho. O ataque à instalação da Saudi Aramco em Yanbu reforça a vulnerabilidade das infraestruturas energéticas regionais diante da escalada militar indireta entre Teerã e Riyadh. Nesse cenário, a China intermediou apelo à Arábia Saudita para pressionar os houthis a cessar hostilidades no Iêmen, conforme fontes iranianas familiarizadas com o assunto.



