Na oitava entrevista da série "Presidenciáveis" do, a candidata à Presidência pela Unidade Popular (UP), Samara Martins, reiterou a necessidade de uma auditoria da dívida pública brasileira e a suspensão dos pagamentos de juros e amortizações, totalizando R$ 1,8 trilhão, para liberar recursos que financiariam a elevação do salário mínimo para cerca de R$ 3.200.
Contexto Institucional e Antecedentes da Proposta de Auditoria
A entrevista, conduzida por jornalista do, revelou que Samara Martins sustenta que a atualização da dívida pública, atualmente equivalente a 80% do PIB brasileiro, poderia ser revisada por meio de uma auditoria rigorosa, processo já realizado no Equador com resultados de redução de 70% na dívida nacional, conforme relatado pela candidata.
Samara destacou que o veto à auditoria da dívida em 2016, decretado pela então presidente Dilma Rousseff, impediu a transparência necessária para a correção de distorções fiscais perpetuadas pelas reformas de 2016 e pelo teto de gastos, que consolidaram o pagamento de juros como "bolsa bancária" destinada a interesses de setores financeiros privilegiados.
R$ 1,8 trilhão em juros e amortizações da dívida pública são apontados como "bolsa bancária" que deveriam ser redirecionados para o dobro do salário mínimo.
Repercussão Jurídica e Desafios ao Modelo Fiscal
A proposta de suspensão dos pagamentos de dívida foi imediatamente questionada por especialistas em economia e representantes do Banco Central, que alertam para a inconstitucionalidade potencial da medida sem acompanhamento de reestruturação fiscal e sem respaldo em decisões judiciais claras.
Samara defendeu ainda que os recursos liberados poderiam viabilizar políticas sociais amplas, incluindo a reforma do Judiciário, o combate ao feminicídio e a ampliação da cobertura em planos de saúde, embora não detalhou os mecanismos concretos de aplicação.



