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Saúde

MIT cria robô flexível em formato de serpente para percorrer intestino delgado e auxiliar diagnósticos

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 12:19
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MIT cria robô flexível em formato de serpente para percorrer intestino delgado e auxiliar diagnósticos
Fatos Rápidos da Notícia
  • Pesquisadores do MIT desenvolveram o BIOSENTER, robô flexível para navegar pelo intestino delgado
  • Estudo publicado na Science Robotics em outubro foi liderado por Giovanni Traverso e outros cientistas
  • Robô mede 95 milímetros de comprimento e 14 milímetros de diâmetro inicial
Resumo Editorial

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts desenvolveram um dispositivo robótico capaz de navegar por regiões de difícil acesso do sistema digestivo, realizando exames e aplicações de medicamentos com menor risco de lesões ao paciente.

Um grupo de cientistas do MIT criou o BIOSENTER, um robô flexível projetado para atravessar o intestino delgado, órgão longo e cheio de dobras que dificulta o acesso médico para diagnósticos e tratagens. O estudo foi publicado no periódico Science Robotics e teve coordenação de Binbin Ying, Ahmad Mujtaba Jebran, Sahab Babaee e Giovanni Traverso, gastroenterologista e engenheiro mecânico.

O aparelho mede 95 milímetros de comprimento e 14 milímetros de diâmetro, dimensões pensadas para passar pelo esôfago sem causar traumas. Seu corpo possui quatro câmaras infláveis independentes reforçadas com fios de Kevlar dispostos em hélice, permitindo alongamento de até 1,35 vezes o tamanho original, curvas de 112 graus e rotação contínua de 360 graus com precisão.

As extremidades são revestidas com capas de kirigami que formam pequenas estruturas semelhantes a escamas quando os balões inflam, aderindo à mucosa intestinal com força de cerca de 1,5 Newton. A fixação requer apenas 30% de expansão do balão, contra 150% dos modelos convencionais, reduzindo o risco de lesões nos tecidos.

No centro do robô há um canal oco reforçado por mola superelástica de nitinol que impede colapsos durante o movimento, possibilitando a passagem de microcâmeras, luzes LED, tubos para borrifar remédios e pinças de biópsia. O dispositivo é conectado a uma caixa de controle com placa de circuito impresso, bombas, válvulas pneumáticas e sensores de pressão, sendo operado por um joystick sem fio via Bluetooth.

Em testes laboratoriais, o robô navegou a 100 milímetros por minuto em tubos transparentes e a 43 milímetros por minuto em superfícies com tecido intestinal. Experimentos com porcos, cuja anatomia digestiva se assemelha à humana, mostraram que o dispositivo percorreu dois metros do intestino delgado em 11 minutos com forças suaves entre 2,2 e 6,4 Newtons.

Durante os trajetos em modelos animais, a equipe realizou biópsias bem-sucedidas, transmitiu vídeo ao vivo e aplicou fluidos diretamente no local. Análises histológicas confirmaram que não houve inflamações nem danos visíveis à mucosa intestinal causados pela locomoção ou fixação do robô.

Giovanni Traverso afirmou que o objetivo não é substituir exames existentes, mas oferecer uma alternativa mais segura, automatizada e menos invasiva para alcançar regiões profundas do trato digestivo. Os pesquisadores seguem aprimorando a navegação e planejam testes clínicos antes dos ensaios em humanos.

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