Em setembro de 2025, o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) tornou-se centro de investigação da Polícia Federal após a apreensão de documento que revelou contrato de opção para aquisição futura de 4% de participação no Iter, instituto jurídico vinculado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), firmado em 2023 e suspeito de servir como mecanismo de negociação de influência com autoridades judiciárias superiores.
Contexto Institucional e Investigação Formal
A operação de busca e apreensão autorizada pelo ministro Flávio Dino em 14 de setembro buscou evidenciar indícios de comercialização de influência junto a integrantes de tribunais superiores, incluindo o STF, STJ e TSE, com base em documentos e comunicações obtidas pela PF durante diligências iniciadas após denúncia inicial envolvendo Valéria Linhares, advogada vinculada ao caso.
O contrato assinado por Cezinha prevê direito futuro de compra de 4% do Iter mediante pagamento de caução de R$ 19.353 — equivalente a 1% da participação — condicionado à sua desistência da atividade política até 2027, conforme esclarecido pela assessoria do ministro, que reforça não configurar vínculo societário imediato, mas sim uma eventual entrada pós-mandato.
Cezinha depositou R$ 19.353 como caução para garantir eventual aquisição de 4% do Iter, instituto ligado ao ministro André Mendonça do STF.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Políticos
A defesa de Cezinha nega qualquer irregularidade, afirmando que as movimentações financeiras obedecem a cláusulas contratuais legítimas e que a investigação ainda não comprova prática criminosa, enquanto a Polícia Federal mantém sigilo sobre o teor completo dos documentos apreendidos, sob risco de comprometer eventuais futuras denúncias.
Com o decorrer do processo, a eventual efetivação do contrato dependerá da desistência do mandato parlamentar até 2027, sob pena de invalidade da operação e possíveis responsabilizações civis ou penais por uso indevido de influência em âmbito jurídico-electoral.



