Em um contexto de intensas negociações e tensões institucionais, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), fez apelo ao Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) para que desista da paralisação geral convocada para quarta-feira (21/10), quatro dias antes do segundo turno das eleições, marcado para domingo (25/10), durante caminhada de campanha no Pôr do Sol, nesta segunda-feira (19/10).
Contexto Institucional e Histórico da Mobilização
A governadoraCelina Leão, por meio de declaração pública proferida durante atividade de campanha no Pôr do Sol, considerou a paralisação programada para as 9h na Praça do Buriti como um momento de politização que compromete a continuidade pedagógica e o bem-estar da comunidade escolar, reiterando sua disposição para dialogar com os profissionais em outro momento propício. O Sinpro-DF confirmou a adesão total das escolas públicas do DF à paralisação, que visa reivindicar o calendário escolar de 2027, a regulamentação do concurso de remanejamento docente e a revisão de políticas de autonomia pedagógica, além de protestar contra superlotação, sucateamento da Educação Especial e Inclusiva, precarização laboral e condições inadequadas em unidades de Ensino Médio e EJA.
O Sindicato dos Professores destacou, em comunicado oficial, que a manifestação será precedida por atos em todo o DF com concentração na Praça do Buriti às 9h, com possibilidade de paralisação total das atividades escolares, em desacordo com o calendário letivo vigente. A governadora reconheceu a legitimidade das demandas docentes, citando investimentos em concursos da CBMDF e Sedes, proposta de readequação orçamentária no Iges-DF e anúncio de obras de saneamento, demonstrando abertura para negociação desde que afastada a data eleitoral.
A paralisação generalizada dos professores do DF, programada para o dia 21 de outubro, afetará todas as escolas públicas da capital, segundo confirmação oficial do Sindicato dos Professores.
Repercussão Jurídica e Estratégias de Negociação
A governadoraCelina Leão reiterou seu compromisso com o Fundo Constitucional do DF (FCDF) e com as políticas de inclusão para mães atípicas, ao mesmo tempo em que solicitou ao Sinpro-DF a suspensão da ação sindical para preservar a estabilidade institucional durante o período eleitoral. O Ministério Público do Distrito Federal já sinalizou possibilidade de ação civil pública caso a paralisação cause prejuízos ao serviço público essencial, enquanto o Conselho Tutelar local pode acionar o Poder Judiciário para tutelar os direitos das crianças diante da interrupção das atividades letivas.
Diante da proposta oficial da gestão Leão de reestruturar gastos no Iges-DF e ampliar contratações na CBMDF e Sedes, o Sinpro-DF indicou que aguarda definições orçamentárias concretas antes de suspender ou reprogramar as demandas sindicais.



