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Economia

Analistas confirmam previsão de novo corte da Selic após queda surpresa do IPCA em agosto

PorCarlos RydlewskiVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 16:26
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Analistas confirmam previsão de novo corte da Selic após queda surpresa do IPCA em agosto
Fatos Rápidos da Notícia
  • O IPCA de agosto caiu 0,32%, abaixo da expectativa de queda de 0,29% apontada pelos economistas
  • A previsão do mercado é de novo corte da Selic em 0,25 p.p., para 13,75%, na reunião do Copom na quarta-feira (16/9)
  • O recuo inflacionário é atribuído a itens voláteis como energia elétrica, passagens aéreas e combustíveis, além do bônus de Itaipu, o que pode limitar a continuidade da desinflação
Resumo Editorial

A queda surpresa do IPCA em agosto, com recuo de 0,32%, reforça o cenário para novo corte da Selic em 0,25 p. P. Na reunião de 16/9, consolidando desinflação gradual rumo à meta de 3%.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto registrou queda de 0,32%, desacelerando a alta de 0,07% observada em julho e superando a expectativa de redução de 0,29% apontada por analistas, enquanto o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central mantém a projeção de novo recuo da Selic em 0,25 p. P. Na reunião de 16/9, consolidando o processo de desinflação em curso.

Diagnóstico Inflacionário e Antecedentes da Desaceleração

A análise do IPCA divulgada pelo IBGE na sexta-feira (11/9) revelou que a redução de 0,32% em agosto foi impulsionada principalmente por itens voláteis, como energia elétrica – beneficiada pelo repasse do bônus de Itaipu –, passagens aéreas e combustíveis, fatores temporários que contrastam com a persistência dos serviços, cuja desaceleração ainda não se consolidou segundo avaliação do economista-chefe da Nomos, Beto Saadia.

A persistência da inflação de serviços, apesar da queda pontual nos preços energéticos e de transporte, reforça a necessidade de cautela por parte do Copom, embora o recuo geral do indicador amplo – que atingiu 4,55% no acumulado dos últimos 12 meses – mantenha a inflação dentro da faixa tolerável à meta oficial de 3%.

Enquanto o mercado já precifica um novo corte da taxa básica para 13,75% na próxima reunião do Copom (16/9), a combinação de dados favoráveis e pressões institucionais cria cenário propício à continuidade do ciclo de aperto monetário gradual, ainda que com olhar atento aos riscos fiscais e climáticos que podem interromper a trajetória.

Ponto de Destaque

O IPCA recuou 0,32% em agosto, superando projeções e mantendo a trajetória de desaceleração inflacionária.

Repercussão Monetária e Cenários Futuros

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reafirmou nesta semana a compromisso com a responsabilidade fiscal como base para a sustentabilidade da desinflação, sinalizando que medidas estruturais serão priorizadas para evitar pressões sobre os juros no médio prazo.

Especialistas apontam que o próximo movimento dependerá da evolução dos preços internacionais e da absorção da demanda interna, com o Banco Central disposto a atuar com cautela para não comprometer a recuperação econômica fragilizada.

A expectativa consensual é de que o Copom mantenha o ritmo de ajustes gradativos, priorizando a estabilidade dos preços sem precipitar queda brusca nos crédito e investimentos.

O s próximos dados do IPCA, com foco em setembro, serão decisivos para confirmar ou questionar a continuidade do ciclo de redução da Selic rumo à meta de 4,5% até final de 2024.

Atenção / Ponto Crítico
O próximo corte da Selic está condicionado à manutenção da inflação dentro da margem tolerável ao redor da meta oficial.

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