Na 23ª Convenção Secovi-SP, realizada em São Paulo, o setor imobiliário manifestou forte apreensão diante da reforma tributária que entrará em vigor em 1º de janeiro, destacando a possibilidade de complexidade operacional e a falta de clareza sobre sua aplicação prática, fatores que já geram pânico entre as empresas do segmento.
Contexto Institucional e Antecedentes da Reformulação Fiscal
O alarme foi disparado nesta quinta‑feira (27) por Eduardo Fischer, presidente executivo da MRV&CO, durante debate na 23ª Convenção Secovi‑SP, onde denunciou o que classificou como "pânico" no preparo das construtoras para a nova estrutura tributária.
Fischer ressaltou que, apesar de meses de discussão, ainda persiste indefinição quanto à forma como a simplificação anunciada no texto‑base será efetivamente implementada, colocando em risco a operacionalidade das empresas que dependem de procedimentos bem definidos para viabilizar projetos.
A reforma tributária pode transformar um sistema antes considerado simples em uma complexidade operacional sem precedentes para o setor imobiliário
Repercussão Jurídica e Estratégias de Adaptação
Bianca Setin, vice‑presidente da Setin Incorporadora, enfatizou que o fluxo de caixa e a cautela na aquisição de terrenos e na definição de novos empreendimentos tornaram‑se prioridades críticas diante dos juros elevados e da pressão sobre os custos de produção.
A executiva alertou ainda para a dificuldade de manter projetos voltados à classe média, já que a combinação de encargos sobre o terreno, outorga e demais despesas supera a capacidade de pagamento dos consumidores, exigindo responsabilidade na gestão do caixa.



