Na última sábado (17/10), uma menina de 8 anos foi gravemente atacada por uma onça dentro da Indígena Munduruku, em Jacareacanga, no Pará, sendo socorrida pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e encaminhada ao Hospital Regional do Tapajós, em Itaituba, em estado crítico.
Contexto Institucional e Histórico do Ataque na Indígena Munduruku
A apuração realizada pela Federação dos Povos Indígenas do Pará (Fepipa) confirmou o ocorrido por volta das 15h30, horário em que a criança encontrava-se sob os cuidados dos avós no momento do incidente, conforme relatos de testemunhas da aldeia. A onça invadiu a residência do condomínio rural após pular o muro externo e deslocou-se diretamente para a área de convivência, onde realizou o ataque sem provocação aparente, segundo depoimentos colhidos no local.
O episódio se insere em um contexto de crescente proximidade entre áreas urbanas e territórios indígenas no sul do Pará, onde a expansão de empreendimentos agropecuários e a falta de corredores ecológicos têm ampliado os registros de fauna silvestre em proximidade humana. A Sesai coordenou imediatamente a transferência da criança ao Hospital Regional do Tapajós, que mantém unidade de terapia intensiva pediátrica habilitada para este tipo de trauma.
A menina de 8 anos permanece internada em estado crítico após ser atacada por uma onça na Indígena Munduruku, em Jacareacanga, Pará.
Repercussão Jurídica e Medidas de Contenção
A Fepipa acionou o Ministério Público Federal (MPF) para apurar responsabilidades civis e criminais no episódio, enquanto o Ibama comunicou que o animal capturado foi efetuado euthanasia após constatação de agressividade confirmada pelos profissionais veterinários do órgão ambiental.
Autoridades indígenas cobraram do governo federal ações efetivas de prevenção, incluindo reforço na vigilância sanitária e adoção de barreiras físicas nas fronteiras da indígena para evitar novos episódios de contato direto entre fauna silvestre e populações locais.



