A Fenabrave manifestou apoio integral à reforma tributária, mas pediu formalmente o adiamento de sua implementação, prevista para começar em 1º de janeiro. Em entrevista ao CNN Money, o presidente da entidade, Arcelio Junior, afirmou que ainda existem muitas dúvidas sobre pontos fundamentais da reforma e que o setor precisa de mais tempo para se adequar às novas regras.
O principal receio da federação é o impacto no fluxo de caixa das concessionárias. Segundo Arcelio Junior, a regulamentação atual exige que as empresas façam um balanço ao final do ano e creditem alguns tipos de impostos em dozeavos, o que geraria um desencaixe financeiro significativo. O presidente destacou que esse problema afeta não apenas as concessionárias, mas diversos segmentos da economia.
A entidade também ressaltou as dificuldades enfrentadas por micro e pequenas empresas da cadeia automotiva. Arcelio Junior lembrou que as concessionárias representam 388 mil empregos diretos no país, estão presentes em 952 municípios e somam 8.625 unidades em operação, reforçando que existem regiões e necessidades diferentes em um território continental como o Brasil.
Diante desse cenário, a Fenabrave iniciou conversas com o governo federal para solicitar formalmente o adiamento da reforma por algum período, até que todas as dúvidas sejam sanadas. O presidente foi enfático ao diferenciar o pedido de adiamento de qualquer intenção de cancelamento da medida.
