Durante sabatina no Jornal Nacional em 24 de agosto, o candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou que dispunha de "uma série de programas contra as mulheres", gerando controvérsia ao ser questionado sobre seu plano para enfrentar o crescente índice de feminicídio e violência doméstica no país.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
Na noite de 24 de agosto, Romeu Zema, então governador de Minas Gerais, foi questionado pelo jornalista José Dias sobre os compromissos que assumiria com o combate à violência contra a mulher caso fosse eleito presidente da República. Sua resposta, veiculada ao vivo pelo Jornal Nacional, foi inicialmente interpretada como uma referência a políticas repressivas contra o sexo feminino, gerando reação imediata nas redes sociais e em veículos de imprensa.
Contudo, Zema esclareceu que se referia a um conjunto de iniciativas já implementadas durante sua gestão em Minas Gerais, entre as quais a ampliação de delegacias especializadas para atendimento às vítimas, a criação de casas de acolhimento e a aplicação de tornozeleiras eletrônicas para agressores condenados, além de campanhas educativas em escolas visando à prevenção e identificação precoce de situações abusivas.
Entre as medidas citadas estão a ampliação de delegacias especializadas, a criação de casas de acolhimento para vítimas e o uso obrigatório de tornozeleiras eletrônicas para agressores condenados.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
A fala de Zema desencadeou críticas por parte de adversários políticos e representantes de movimentos feministas, que consideraram a formulação uma distorção dos programas existentes e uma tentativa de minimizar a gravidade do problema. Por outro lado, autoridades como a Secretaria Nacional da Mulher reconheceram o avanço das políticas mineiras e sinalizaram disposição para ampliá-las ao âmbito federal, desde que viabilizadas por meio orçamentário e legislativo.
Especialistas em direito penal e políticas públicas apontam que a eficácia dessas medidas depende da continuidade institucional, alocação adequada de recursos e acompanhamento técnico, indicando que o programa federal dependerá da criação de estruturas coordenadas e da superação de desafios burocráticos.



