Caso os democratas conquistem o controle de uma ou das duas Casas do Congresso dos Estados Unidos, o equilíbrio de poder em Washington será alterado durante a reta final do segundo mandato do presidente Donald Trump. A mudança afetaria principalmente a fiscalização do governo, as decisões sobre gastos públicos e a definição das prioridades legislativas. Com o controle do Legislativo, o partido teria mais instrumentos para investigar a administração republicana e supervisionar suas ações.
Na área financeira, os democratas ganhariam espaço para decidir como o dinheiro dos contribuintes é utilizado e poderiam tentar reverter mudanças implementadas por Trump. O deputado Hakeem Jeffries, que assumiria a presidência da Câmara caso o partido obtenha maioria, apontou três objetivos imediatos: encerrar a guerra para reduzir os preços da energia, reverter cortes no Medicaid e renovar subsídios do Obamacare, além de revogar tarifas comerciais impostas pelo presidente para baixar o preço dos produtos.
Apesar das possibilidades, a agenda democrata enfrentaria limites devido ao poder de veto presidencial. Trump já indicou que pretende vetar propostas do partido, afirmando que 'o que acontece é que eu veto tudo, e então os democratas vêm e querem fazer um acordo'. Para derrubar um veto no Senado são necessários 67 votos, número superior aos 60 exigidos para aprovar projetos relevantes na Casa. Ainda assim, avanços por meio de acordos bipartidários são possíveis, como ocorreu no primeiro mandato com a aprovação da reforma do sistema de penas criminais.



