A entrega da cópia integral dos dados do iPhone 17 do empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, aos gabinetes dos ministros do STF, realizada pela Polícia Federal na semana passada, intensificou uma guerra interna no Supremo Tribunal Federal e ampliou a exposição pública de diálogos entre Vorcaro e diversos magistrados, incluindo Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e Gilmar Mendes, revelando interações que ultrapassam o foco inicial da investigação.
Contexto Institucional e Estratégia de Apuração
A Polícia Federal entregou ao STF, a partir da segunda-feira (14), cópias digitais do aparelho utilizado por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, contendo mensagens e registros financeiros que têm sido analisados com sigilo crescente pelos gabinetes ministeriais; a operação, conduzida com base em autorização judicial e protocolos de segurança institucional, seguiu protocolos rigorosos de preservação de evidências e não violou princípios constitucionais de sigilo processual.
Nos dias subsequentes à entrega das informações, ministros como Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e Gilmar Mendes passaram a citar publicamente diálogos envolvendo Vorcaro em sessões ordinárias e em pronunciamentos oficiais, configurando um desdobramento estratégico que expõe relações antes ocultas entre o ex-banqueiro e integrantes da Corte.
A PF identificou que Vorcaro financiou a hospedagem de um ministro em mansão no Rio de Janeiro durante o Carnaval de 2025.
Repercussão Jurídica e Dinâmica Interna no STF
O ministro Alexandre de Moraes tornou-se central na crise após relatório da PF apontar mensagens trocadas entre ele e Vorcaro por telefone vinculado ao magistrado, enquanto o contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci — mulher de Moraes — também entrou na mira das investigações por possíveis indícios de conflito de interesses no âmbito judicial.
O pedido conjunto de acesso às mensagens por parte de Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, André Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques evidencia uma divisão aberta na Corte, com alguns ministros defendendo transparência processual enquanto outros alertam para os riscos de politização da administração da prova.



