Em 24 de agosto, a deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) formalizou o desafio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, para um debate público sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a escala 6×1 de trabalho, em movimento que reacendeu o debate sobre a regulamentação da jornada laboral no país.
Desafio Público e Contextualização da PEC 6×1
A iniciativa ocorreu após divulgação de informações de que aliados do senador teriam articulado estratégias para obstruir a tramitação da PEC na comissão competente, segundo apuração realizada por meios de comunicação especializados e confirmada pela própria parlamentar. A PEC, protocolada em março, propõe substituir a escala 6×1 — que permite seis dias consecutivos de trabalho para um dia de folga — por uma modelagem que assegure intervalos mais equilibrados entre atividade e descanso, com fundamento em estudos do Ministério do Trabalho e da O rganização Internacional do Trabalho (O IT).
O confronto verbal se insere no calendário eleitoral em curso, no qual Flávio Bolsonaro busca consolidar sua pré-candidatura presidencial, enquanto Erika Hilton mantém posicionamento crítico ao modelo trabalhista vigente, defendendo a medida como avanço para a dignidade dos trabalhadores e alinhamento com padrões internacionais de proteção ao emprego.
A PEC propõe substituir a escala 6×1, que exige seis dias de trabalho para apenas um dia de folga, visando garantir mais intervalos aos trabalhadores em todo o território nacional.
Repercussão Institucional e Caminhos para o Confronto
A expectativa é de que o debate, caso aceito, ocorra em espaço público formal, como auditório do Senado ou Câmara dos Deputados, sob mediação técnica e com transmissão ao vivo, conforme protocolo exigido por órgãos legislativos e jurisprudência eleitoral.
Enquanto isso, o senador Flávio Bolsonaro tem reiterado que aguarda definição de data e local por parte da deputada, afirmando que sua posição sobre a PEC dependerá de análise prévia e diálogo com representantes sindicais e setoriais, sem prejuízo à sua agenda pré-campanha.



