Na quinta-feira (3/9), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acusou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o ministro Flávio Dino, também do STF, de articularem uma "ação ilegal" contra ele, sem apresentar evidências documentais ou comprovar a suposta conversa entre os dois parlamentares.
Contexto das Acusações e Investigações O ficiais
A acusação foi veiculada em publicação nas redes sociais do candidato, na qual afirmou que Moraes e Alcolumbre teriam mantido um diálogo "longamente" em Brasília na quarta-feira (2/9), com a participação de Dino, cujo objetivo seria reagir às revelações de André Mendonça e desgastar seu posicionamento eleitoral.
O senador Alcolumbre, responsável pela Mesa Diretora do Senado, onde as PECs da 6x1 e da Segurança seguem estagnadas, já havia reiterado que não dispunha de comprovação para as alegações, destacando que as críticas refletem tensões institucionais decorrentes da disputa política em curso.
Flávio Bolsonaro afirmou que o STF tentaria 'reagir' a André Mendonça e desgastar seu grupo eleitoral durante a campanha presidencial.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
As acusações foram rapidamente desmentidas por autoridades: o STF classificou a denúncia como infundada, enquanto o Senado informou que não há registro de conversas entre os citados, reforçando a necessidade de prova documental antes de qualquer ação formal.
Especialistas em direito constitucional apontam que a tentativa de mover ação penal contra um pré-candidato depende de demonstração inequívoca de crime, hipótese ainda não corroborada pelo Judiciário ou pelo Ministério Público.



