Os democratas conquistaram a maioria no Senado e na Câmara dos Representantes nas eleições de Meio de Mandato realizadas na terça-feira (3), em uma derrota para o presidente Donald Trump. A votação aconteceu uma semana depois das eleições em Israel, onde a coalizão de direita de Netanyahu perdeu a maioria parlamentar, mas impediu que o principal adversário, Gadi Eisenkot, tivesse um caminho livre para assumir o governo.
O presidente israelense Isaac Herzog deve conversar com representantes dos partidos nesta quarta (4) e quinta-feira (5) antes de encarregar alguém de formar o próximo governo. Enquanto isso, Netanyahu permanece como primeiro-ministro interino e não se manifestou sobre o resultado da votação nos EUA.
Líderes da oposição israelense criticaram duramente o premiê. Yair Golan, do Partido Democrata de centro-esquerda, afirmou que os resultados “revelam o quão tóxico Netanyahu é tanto entre democratas quanto entre republicanos”. Já Yair Lapid, líder da oposição centrista, disse que Israel “não pode se dar ao luxo” de que Netanyahu permaneça no cargo, alegando que isso coloca em risco a segurança, compromete a democracia e arruína a reputação global do país.
Analistas apontam que a mudança no apoio dos EUA a Israel vem desde a ofensiva militar em Gaza e piorou após ataques conjuntos ordenados por Trump e Netanyahu contra o Irã. O professor de ciências políticas da Universidade de Tel Aviv, Udi Sommer, previu que o novo Congresso será o mais hostil a Israel na história do país.



