Na tarde de 15 de outubro de 2023, a arqueóloga Tania Andrade Lima, 81 anos, foi alvo de um assalto armado na Rua General Venâncio Flores, no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro, sendo baleada na mão durante a tentativa de saqueio de sua bolsa; a vítima, reconhecida nacionalmente por seu trabalho na identificação dos vestígios do Cais do Valongo e laureada com o prêmio internacional Hypatia Award em 2023, foi encaminhada ao Hospital Municipal Miguel Couto, onde permanece em estado estável.
Contexto Histórico e Investigação do Crime
A investigação policial apurou que três indivíduos participaram do crime, com dois deles interceptados pelo 4º Batalhão da Polícia Militar no Túnel Rebouças após a fuga, quando abandonaram uma motocicleta roubada e dois celulares – material esse encaminhado à 6ª Delegacia de Polícia para perícia e análise de dados que possam contribuir para a identificação dos autores; o fato ocorreu em plena luz do dia, sob a captura de imagens por câmeras de segurança que registraram o assalto e a reação imediata das testemunhas.
A arqueóloga, aposentada do Museu Nacional da UFRJ e responsável pelas escavações que revelaram o Cais do Valongo – sítio histórico que documenta o desembarque de africanos escravizados entre os séculos XVIII e XIX – havia ganhado reconhecimento global em 2023 ao receber o Hypatia Award na Itália, prémio que celebra contribuições excepcionais para a ciência e a preservação do patrimônio cultural.
A arqueóloga Tania Andrade Lima, 81 anos, foi baleada na mão durante o assalto no Leblon, sendo encaminhada ao Hospital Miguel Couto em estado estável.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Futuramente
A Diretoria do Hospital Miguel Couto confirmou que Tania foi atendida com ferimento por arma de fogo na mão e permanece sob observação médica, enquanto as autoridades competentes continuam apurando os registros de circulação da motocicleta roubada e dos dispositivos eletrônicos apreendidos para esclarecer eventuais vínculos com outras ações criminosas na região.
Com base no histórico da pesquisadora e na gravidade do crime ocorrido em via pública, órgãos de cultura e segurança devem avaliar medidas de proteção para profissionais atuantes em áreas vulneráveis, além de reforçar as investigações para responsabilizar os autores e prevenir novos episódios.



