Em 18 de março, em um dormitório do Fashion Institute of Technology, ligado à Universidade Estadual de Nova York, dois jovens — Moises Freire, 19, e Brian Peralta Cabrera, 18 — são acusados de terem distribuído fentanil a uma estudante com o propósito de deixá-la inconsciente para cometer estupro, ação que culminou na morte da vítima em 21 de março, após período de coma induzido pela droga.
Apuração Criminal e Desdobramentos da Denúncia
Promotores federais formalizaram denúncia contra os dois jovens por envolvimento em conspiração para distribuição de fentanil e tentativa de estupro, com base em investigação coordenada pela Divisão de Crimes Cibernéticos e Contra a Pessoa do FBI e pelo escritório do U. S. Attorney para o Distrito Sul de Nova York; os depoimentos colhidos junto à vítima e testemunhas indicam que a substância foi apresentada como cocaína, embora análises toxicológicas confirmem a presença de fentanil, droga 50 a 100 vezes mais potente que a morfina.
Conforme registros oficiais obtidos pelo Ministério Público Federal, o caso ganhou visibilidade nacional após a abertura de processo civil movida por Jane Doe contra a Universidade Estadual de Nova York, que alega falha institucional na proteção da estudante e omissão diante do comportamento dos supostos autores.
A estudante morreu após ficar em coma induzido por fentanil administrado por dois jovens durante o mês de março.
Repercussão Institucional e Desafios Jurídicos em Curso
O presidente da universidade, Michael Kotlikoff, classificou as denúncias como 'profundamente perturbadoras' e afirmou que a instituição iniciará uma apuração rigorosa para apurar responsabilidades e implementar medidas de segurança em suas residências estudantis, com ênfase na capacitação da comunidade acadêmica quanto ao consentimento informado e na criação de protocolos de emergência para situações semelhantes.
Especialistas em direito penal e políticas públicas apontam que o caso pode gerar pressão para revisão de protocolos de segurança em instituições de ensino superior norte-americanas, bem como inspirar ações judiciais civis contra agentes envolvidos no fornecimento ou administração irresponsável de substâncias tóxicas.



