Na quarta-feira (3/9), a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) e atual candidata ao Senado Federal por São Paulo, classificou como "gravíssimas" as revelações que vinculam o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, exigindo esclarecimentos formais e propondo seu afastamento temporário do cargo para garantir o direito à defesa e preservar a instituição judicial.
Contexto Institucional e Apuração das Evidências
A Polícia Federal obtém mensagens privadas entre Moraes e Vorcaro após quebra de sigilo do celular do empresário, conforme relatório técnico divulgado em setembro, revelando diálogos que indicam proximidade entre os dois e discussões sobre os inquéritos em curso contra o banqueiro, acusados de fraudes no Banco Master que ultrapassam R$ 200 milhões em contratos suspeitos com o escritório de Viviane Barci, esposa do ministro, segundo documentos anexos ao inquérito aberto pelo Ministério Público Federal.
Antecedentes indicam que o caso já mobiliza investigações paralelas da Corregedoria do STF e da Procuradoria-Geral da República, com pedidos de apreensão de documentos financeiros e oitivas de colaboradores do Banco Master, enquanto a defesa de Moraes nega qualquer irregularidade e reivindica vício na metodologia investigativa.
Marina Silva alerta que as investigações envolvendo o ministro e o banqueiro ultrapassam R$ 200 milhões em contratos suspeitos com o escritório da esposa do magistrado.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
A decisão de André Mendonça, relator das investigações no STF, de autorizar a quebra de sigilo dos diálogos gerou reação imediata de Moraes, que questionou a imparcialidade da apuração e insinuou perseguição política contra senador Rogério Carvalho (AP), embora sem comprovar vínculo direto com o caso.
Flávio Bolsonaro acusou Moraes de atuar como advogado particular de Vorcaro, enquanto Fachin determinou a abertura formal de apuração para ouvir Mendonça, Andrei, PGR e demais envolvidos, com prazo estipulado para manifestação até 15 de outubro.



