Na manhã de quinta-feira (24/9), a ex-vereadora Veronica Costa, conhecida como Mãe Loira do Funk, foi localizada e apreendida pela Polícia Civil no Vale das Videiras, em Araras, após 24 horas de buscas coordenadas pela Polinter, encerrando um cerco que começou com sua identificação como foragida desde a tentativa frustrada de cumprimento de ordem judicial na Barra da Tijuca no dia anterior.
Desdobramentos da Investigação e Contexto do Caso
A apuração revelou que a prisão ocorreu após intensas diligências iniciadas na quarta-feira (23/9), quando agentes da Polícia Civil tentaram localizar Costa em um endereço na Barra da Tijuca sem sucesso, configurando sua situação de foragida; o cerco final ocorreu na quinta-feira ao localizar-se em Araras, onde foi detida sem resistência, sob cumprimento de mandado expedido pela 16ª Vara Criminal, que consolidou a condenação definitiva sem possibilidade de recurso.
O caso teve início em fevereiro de 2011, quando Márcio Costa formalizou denúncia contra a ex-esposa por atos de tortura que teriam se prolongado por aproximadamente 20 horas dentro de seu domicílio, incluindo imobilização e amordaçamento, com participação confirmada de familiares próximos no agravamento dos fatos.
Veronica Costa foi sentenciada a 10 anos e 8 meses de reclusão por tortura contra o ex-marido Márcio Costa.
Repercussão Institucional e Perspectivas Futuras
A decisão da Justiça, consolidada após esgotamento do processo sem cabimento recursal, reforça a responsabilização por atos ilícitos praticados dentro da esfera doméstica, com ênfase na tipificação da tortura como crime hediondo e passível de reclusão em regime inicial fechado, conforme determinação da Lei nº 13.84/2019.
As autoridades envolvidas destacam a necessidade de efetiva aplicação das medidas protetivas e do acompanhamento psicossocial das vítimas, enquanto o caso serve como marco para o enfrentamento à violência doméstica no contexto do Rio de Janeiro.



