O vice-presidente Geraldo Alckmin reiterou nesta quarta-feira (10) a necessidade de estabelecer um limite máximo para os mandatos dos ministros do Supremo Tribunal Federal, defendendo que nenhuma ocupação no cargo máximo deve ultrapassar 15 anos, em contraste com a prática do mandato vitalício vigente em diversas instituições brasileiras.
Proposta de Revisão Regimental e Contextualização Histórica
A declaração foi proferida durante cerimônia de comemoração ao Dia do Magistrado, onde Alckmin destacou que a alternância no comando do STF é fundamental para a renovação institucional e o fortalecimento da democracia, conforme modelos europeus que adotam limites temporais rigorosos para cargos judiciários.
Antecedentes revelam que o STF permite atualmente a permanência indefinida de seus magistrados após a aposentadoria compulsória aos 70 anos, o que gerou debates sobre a necessidade de revisão do artigo 93 da Constituição Federal, que assegura a incolumidade dos cargos públicos sem previsão de término automático.
Alckmin propôs que 10,12 ou no máximo 15 anos representem o intervalo adequado para mandatos ministeriais no STF, alinhando-se à prática continental europeia.
Repercussão Institucional e Desafios Legislativos
A proposta encontra resistência de setores do Judiciário que defendem a independência institucional dos magistrados sem interferência política, enquanto parlamentares de partidos tradicionais sinalizam abertura à discussão em comissões especializadas.
Especialistas em direito constitucional apontam que qualquer alteração na regra exigirá emenda constitucional ou lei complementar, processo que demandará amplo consenso político e risco de desgaste ao governo federal.



