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Polícia

MP investiga falha na fiscalização da obra que desabou, matando seis pessoas

PorDemétrio VecchioliVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 18:02
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MP investiga falha na fiscalização da obra que desabou, matando seis pessoas
Fatos Rápidos da Notícia
  • Deputadas estaduais e federais Ediane Maria e Natália Boulos, filiadas ao PSol, apresentaram representação ao Ministério Público de São Paulo para apurar falhas na fiscalização da obra que desabou na zona Leste de São Paulo no sábado (12), matando seis pessoas, entre elas uma mulher grávida e uma criança.
  • A obra já apresentava irregularidades: em 2019 o município identificou a construção sem alvará e interditada, e em 2021 foram aplicadas multas, com a obra não interrompida.
  • Em 22 de fevereiro de 2024, a prefeitura condicionou a autorização da nova edificação à demolição da estrutura existente, mas uma servidora da Subprefeitura da Penha falsamente declarou que a demolição havia sido feita integralmente e que uma nova obra já estava em andamento.
Resumo Editorial

Confira os principais fatos e desdobramentos apurados sobre este acontecimento.

No sábado (12), uma edificação irregular localizada na zona Leste de São Paulo desabou, vitimando seis pessoas, entre elas uma mulher grávida e uma criança, em uma residência que abrigava uma família e funcionava uma oficina de costura; a representação ao Ministério Público de São Paulo, assinada pelas deputadas estaduais Ediane Maria e Natália Boulos, do PSol, requer apuração rigorosa das falhas na fiscalização que permitiram a manutenção da obra proibida.

Contexto Histórico e Desafios na Fiscalização da O bra

A investigação jornalística revela que a estrutura colapsada já apresentava sérias irregularidades há mais de cinco anos: em 2019, o município identificou a construção sem alvará válido e interditou o canteiro, mas as atividades continuaram sem a devida interrupção; em 2021, foram aplicadas multas por descumprimento de normas técnicas, sem que a obra fosse efetivamente paralisada, configurando um padrão de descuidado que perdurou até o desastre.

Antecedentes documentais indicam que a Prefeitura Municipal de São Paulo, em fevereiro de 2024, condicionou a autorização para nova edificação no mesmo terreno à demolição integral da estrutura existente, medida essencial para garantir a legalidade da nova obra; entretanto, uma servidora da Subprefeitura da Penha falsificou o relatório ao afirmar que a demolição havia sido concluída e que outra construção já estava em andamento, situação que contrasta com a realidade do prédio ainda em pé.

Ponto de Destaque

Seis pessoas morreram no desabamento de uma obra irregular que o governo já havia interditado em 2019 e multado em 2021.

Repercussão Institucional e Caminhos para a Apuração

As deputadas Ediane Maria e Natália Boulos destacam que eventuais falsidades técnicas ou negligências na fiscalização podem ter contribuído para a continuidade da obra em condições contrárias às autorizações concedidas, exigindo apuração sobre quem autorizou a suposta demolição, quais documentos foram apresentados e quem realizou as vistorias técnicas necessárias para validar o cumprimento das normas.

O Ministério Público deve ampliadamente investigar se o caso da Penha é isolado ou parte de um padrão mais amplo de irregularidades urbanas em São Paulo, bem como verificar se a ausência de comprovação material nas etapas administrativas permite repetir situações semelhantes em outros pontos da cidade.

Atenção / Ponto Crítico
Investigação do MP deve identificar responsabilidades administrativas e aplicar sanções previstas no Código Penal e na Lei de Urbanismo Municipal com prazo máximo de 180 dias para conclusão inicial das apurações.

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