À medida que a queda de 26% nas vendas na China no primeiro trimestre arrasta a Nike para seu maior recuo de receita em três anos, o presidente-executivo Elliott Hill lidera uma reestruturação estrutural da empresa, prevendo a eliminação de milhares de postos de trabalho e a reorganização global de suas divisões, com expectativas de economia de US$2,5 bilhões até 2031.
Reestruturação Estratégica e Desafios O peracionais na Ásia
O presidente-executivo da Nike, Elliott Hill, assumiu a responsabilidade de conduzir uma profunda reestruturação corporativa em resposta à expressiva retração das vendas na China, mercado que registrou queda de 26% em moeda constante no primeiro trimestre, impulsionando uma queda de 8,5% nas ações da empresa no pregão prolongado e gerando inquietação entre investidores sobre a sustentabilidade do crescimento pós-pandemia.
As medidas incluem a redução prevista de custos operacionais de US$2,5 bilhões até o ano fiscal de 2031, com foco principal nos exercícios de 2029 e 2030, e a reorganização das operações globais em três regiões geográficas — Américas, Ásia-Pacífico (incluindo Grande China) e EMEA — substituindo o modelo anterior de quatro regiões, além da implementação de novos protocolos de reestruturação de equipes e racionalização de processos.
A queda acentuada nas vendas chinesas representa o principal motor da reestruturação planejada pela Nike para garantir viabilidade financeira até 2031.
Repercussão Jurídica e Perspectivas Futuras
A empresa ainda não definiu o número exato de demissões, com as notificações aos funcionários programadas para iniciar apenas em 2027, seguindo o modelo adotado em reestruturações anteriores que envolveram pacotes voluntários e negociações individuais com sindicatos.
Especialistas apontam que a ausência de lanços inovadores em escala e a dependência excessiva de descontos para estimular vendas têm agravado os desafios estruturais, exigindo não apenas redução de custos, mas também maior agilidade na adaptação de portfólio à demanda regional.



