A greve dos bancários da Caixa Econômica Federal, iniciada nesta quinta‑feira (10), ocorre após a rejeição da proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) na última sexta‑feira (4), parando as atividades presenciais em todo o território nacional e nos municípios da grande São Paulo, onde a paralisação afeta serviços essenciais para a população.
Contexto Institucional e Histórico da Greve
A paralisação, organizada pelos sindicatos dos trabalhadores bancários das respectivas localidades, se estende por 18 municípios da região metropolitana de São Paulo, incluindo São Paulo, O sasco, Barueri, Carapicuíba, Cotia, Embu das Artes, Embu‑Guaçu, Itapecerica da Serra, Itapevi, Jandira, Juquitiba, Pirapora do Bom Jesus, Santana do Parnaíba, São Lourenço da Serra, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista.
A Caixa Econômica Federal mantém operacionais os canais digitais – aplicativo CAIXA, Internet Banking, WhatsApp CAIXA e atendimento telefônico nos números 4004 0104 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 104 0104 (demais localidades) – bem como os caixas eletrônicos e a rede Banco24Horas, garantindo que os clientes possam realizar transações sem interrupção significativa.
Mais de 18 mil bancários estão paralisados em 18 municípios da grande São Paulo.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
O Ministério do Trabalho e Emprego foi acionado para acompanhar o desenrolar dos acordos coletivos e garantir o cumprimento das normas trabalhistas vigentes; o banco afirmou que continuará negociando de boa‑fé e que eventuais alterações contratuais serão apresentadas em nova proposta ainda nesta quinta‑feira.
Especialistas em direito do trabalho apontam que a greve indefinida pode gerar sanções ao empregador caso sejam descumpridos os prazos estabelecidos pela Convenção Coletiva ou pela Lei nº 13.976/2020 – que regula o exercício do direito de greve – configurando risco de multas e eventual ação judicial por parte da administração pública.



