As autoridades prenderam 128 pessoas em Barcelona na noite de sábado (24), após episódios de tumultos e saques, segundo autoridades espanholas. A ministra do Interior da Catalunha, porém, afirmou que os participantes não estavam envolvidos em nenhuma manifestação.
Cerca de 600 pessoas se reuniram na região central de Barcelona na noite de sábado, mas “não estavam acompanhando nenhuma manifestação, não participavam de nenhuma manifestação e não defendiam nenhuma das causas ou dos direitos habituais”, afirmou Núria Parlon, ministra do Interior da Catalunha.
Ao todo, 23 estabelecimentos comerciais foram vandalizados depois que vários grupos de pessoas encapuzadas se reuniram na região central da Praça da Catalunha, por volta das 18h no horário local, informou a polícia catalã.
Poucos minutos depois da concentração, “alguns desses grupos começaram a atirar objetos contra policiais, atear fogo a contêineres e lixeiras e saquear e vandalizar estabelecimentos comerciais no centro de Barcelona”, afirmou a polícia.
Imagens mostraram pequenos focos de incêndio espalhados pela região, que foram apagados, além de vitrines de lojas estilhaçadas. Um dos grupos de saqueadores conseguiu entrar em uma loja da Urban Outfitters depois de quebrar as vitrines. Outro grupo foi filmado tentando invadir uma joalheria na La Rambla, uma das ruas comerciais mais populares de Barcelona.
Embora Parlon tenha ressaltado que essas pessoas não faziam parte de nenhuma manifestação, o prefeito de Barcelona, Jaume Collboni, afirmou que “isso pode estar relacionado a alguns dos apelos feitos em várias capitais europeias”.
Manifestantes marcharam em várias outras cidades europeias, incluindo Paris e Madri, no sábado, em protestos contra o aumento do custo de vida, os problemas de acesso à moradia e a falta de investimentos em educação. Essas manifestações, porém, foram em grande parte pacíficas e não tiveram os tumultos registrados em Barcelona e na França no fim de semana anterior.
Collboni alertou que “haverá consequências para os adultos e os pais dos menores envolvidos. Vamos levar isso até o fim, tanto na esfera jurídica quanto na financeira.”



