Na quarta-feira (23/9), revendedores de gás de cozinha do Distrito Federal organizaram protesto em frente a distribuidoras engarrafadoras na capital, estacionando caminhões e exibindo faixas com a mensagem "Apoiamos os programas sociais, mas não podemos trabalhar no prejuízo", diante do reajuste de aproximadamente R$ 8 no preço do GLP, que elevou o valor médio do botijão comum de R$ 105,56.
Contexto Institucional e Histórico do Reajuste
As movimentações ocorreram em ponto crítico da relação entre revendedoras e distribuidoras, após a aplicação de ajustes nos valores que, segundo o Sindvargas-DF, ignoram a realidade dos custos operacionais do setor; o presidente da entidade, Sérgio Costa, destacou que o preço de referência já apresentava defasagem anterior ao reajuste, ampliando o impacto financeiro sobre as empresas que operam com margens reduzidas.
O protesto se insere em um cenário de tensão prolongada entre o setor de revenda e as distribuidoras, que têm implementado aumentos unilaterais mesmo diante da desatualização do preço de referência, gerando desgaste econômico insustentável para quem atua na ponta da cadeia.
O preço médio do botijão comum subiu cerca de R$ 8, elevando o custo para R$ 105,56 em média no Distrito Federal.
Repercussão Jurídica e Caminhos para a Negociação
O Sindvargas-DF reiterou a impossibilidade de manter as atividades sem diálogo imediato com as distribuidoras, alertando que a suspensão das vendas ao consumidor final é uma possibilidade real caso não haja abertura de mesa de negociação nos próximos dias.
Autoridades reguladoras e representantes do governo ainda não se pronunciaram oficialmente sobre a manifestação, enquanto o setor aguarda definição clara sobre os critérios para reajuste e a possibilidade de revisão do preço de referência.



