No fechamento desta quarta‑feira, 23 de setembro, o dólar registrou alta de 0,78 %, cotando‑se a R$ 5,13, enquanto os preços do Brent e do WTI avançaram 1,24 % e 0,67 % respectivamente, em meio à volatilidade dos mercados acionados pela combinação de tensões geopolíticas, expectativa de novos aumentos nos juros norte‑americanos e o desenrolar da campanha eleitoral brasileira.
Contexto Institucional e Dinâmica dos Mercados Financeiros
A valorização do dólar ocorreu após registro de queda de 0,11 % no dia anterior, quando a cotação havia sido de R$ 5,10; o movimento de hoje reflete a convergência de fatores externos – a elevação do Brent para US$ 100,48 e do WTI para US$ 91,13 – e das expectativas quanto à política monetária do Federal Reserve, que sinaliza novas altas nas taxas de juros com probabilidade de 55,4 % na reunião de 28 de outubro.
Nos últimos dias, a combinação da continuidade da queda do petróleo – quinta consecutiva – e as projeções de endurecimento da política monetária americana tem pressionado o real, ao passo em que a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg revelou que Lula mantém ligeira vantagem sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno eleitoral, com 47,7 % contra 47,4 %.
O dólar encerra a sessão em R$ 5,13, marcando alta de 0,78 % diante da combinação de tensões geopolíticas e expectativa de novos aumentos nos juros americanos.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos O ficiais
As declarações mais duras do Federal Reserve sobre a trajetória das taxas de juros foram recebidas com cautela pelos analistas financeiros brasileiros, que apontam risco adicional à desvalorização do real caso novos incrementos sejam confirmados.
Paralelamente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforça a necessidade de manutenção da transparência no processo eleitoral enquanto as pesquisas indicam empate técnico entre os principais candidatos ao segundo turno.



