A Prefeitura de Belém assinou contrato com o empresário Pedro Anaisse por meio do Fundo de Saúde municipal, apesar de o Tribunal de Contas ter reprovado as contas referentes ao acordo, evidenciando grave falha na gestão da saúde pública local.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A análise das demonstrações contábeis revelou que o contrato firmado entre a administração municipal e Pedro Anaisse não apresentou os requisitos mínimos de prestação de contas exigidos pela legislação orçamentária, com despesas não comprovadas e valores aplicados sem a devida justificativa técnica, conforme apuração da equipe de auditoria da Secretaria Municipal de Finanças.
O s registros indicam que o Fundo de Saúde de Belém, vinculado diretamente à gestão do prefeito, assumiu responsabilidades financeiras que deveriam ser objeto de controle interno rigoroso, mas as irregularidades identificadas pela Controladoria-Geral apontam para um descumprimento sistemático das normas de accountability, colocando em xeque a transparência dos recursos públicos alocados ao setor de saúde.
O contrato com Pedro Anaisse resultou em gastos não auditáveis que ultrapassaram 18 milhões de reais, segundo relatório do Tribunal de Contas.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
A Procuradoria Municipal já notificou o Fundo de Saúde para apresentar esclarecimentos formais no prazo de 15 dias, sob pena de abertura de processo administrativo por improbidade administrativa, enquanto o Ministério Público Federal aguarda posicionamento para eventual investigação criminal.
Especialistas em gestão pública alertam que a reprovação das contas pode gerar bloqueio repentino de verbas federais e estaduais ao Fundo, com consequências imediatas para a operacionalidade das unidades básicas de saúde, demandando intervenção urgente da Secretaria Estadual de Saúde.



