Rogeria Bolsonaro, ex-esposa de Jair Bolsonaro e mãe de Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro, não foi eleita deputada federal pelo Rio de Janeiro nas eleições de 4 de outubro de 2020, ficando em posição de suplente com cerca de 65 mil votos.
Contexto Histórico e Estratégico da Candidatura
A apuração realizada pela Justiça Eleitoral confirmou a efetivação da suplência na Câmara dos Deputados, após o total de 65.389 votos registrados para a candidatura do Partido Liberal (PL), número que, embora expressivo, ficou aquém da projeção inicial para uma das cadeiras efetivas do estado. A formalização da candidatura ocorreu após uma operação da Polícia Federal contra o pré-candidato original do PL no Rio, cujo indiciamento e posterior afastamento da chapa geraram a necessidade de realocação da legenda, o que favoreceu a inserção da ex-vereadora como representante da família Bolsonaro no pleito eleitoral.
Rogeria Bolsonaro, aos 66 anos, retornou à cena política após mais de duas décadas afastada dos cargos eletivos, tendo anteriormente exercido o mandato de vereadora no Rio de Janeiro em 1992 e 1996. Sua trajetória reflete uma estratégia do PL em consolidar a base eleitoral ligada à figura familiar do ex-presidente, especialmente diante da desistência de Carlos Bolsonaro de concorrer na base fluminense para disputar o Senado por Santa Catarina.
Com 65 mil votos, Rogeria Bolsonaro assegurou a suplência na Câmara dos Deputados, consolidando mais um marco da dinastia Bolsonaro nas urnas eleitorais brasileiras.
Repercussão Política e Desdobramentos Futuros
A formalização da candidatura à Câmara dos Deputados, apesar do resultado eleitoral, evidencia a aposta do PL em manter a presença da família Bolsonaro no legislativo federal, mesmo com a transição de papéis dentro da legenda. A nomeação de Rogeria como suplente reforça a estratégia de preservar influência regional no Rio de Janeiro, onde a legenda busca capitalizar o legado político do ex-presidente em um cenário de reconfiguração partidária.
A ausência de uma cadeira efetiva para Rogeria Bolsonaro pode impactar futuras articulações internas do PL, especialmente em negociações de alianças e cotas para 2026. Enquanto isso, os demais membros da família seguem com mandatos efetivos: Flávio concorre ao Planalto, Carlos está no Senado e Jair Renan na Câmara, consolidando uma presença multifacetada da legenda em diferentes esferas do poder.



