Na manhã de segunda-feira (7), durante fiscalização rotineira na Alfândega da Ponte Internacional da Amizade, a Receita Federal apreendeu 1.011 ampolas de medicamentos emagrecedores, 22 anabolizantes e 76 cigarros eletrônicos após quatro abordagens coordenadas que resultaram na identificação de esquemas de ocultação de produtos proibidos em veículos e corporais, com destaque para a descoberta de 480 ampolas escondidas sob o banco de um táxi paraguaio.
Apuração e Procedimentos da Fiscalização Alfândegária
A operação, realizada sob supervisão direta da Receita Federal em parceria com a Polícia Federal, incluiu inspeções minuciosas a quatro veículos - um táxi paraguaio, uma motocicleta com placa brasileira, um mototáxi e um veículo de passeio -, totalizando a apreensão de quantidades que ultrapassaram os limites estabelecidos para importação informal, com os medicamentos sendo submetidos a análise técnica para comprovação de fraude e descumprimento de normas sanitárias.
O s investigados, todos encaminhados à Delegacia da Polícia Federal sem prisão preventiva devido à reduzida quantidade de substâncias, serão submetidos a representações fiscais junto ao Ministério Público Federal, conforme determina o artigo 86, §1º da Lei nº 5.172/66, com o caso sendo acompanhado pela Coordenadoria de Combate ao Crime O rganizado (CACO) para garantir a regularidade dos procedimentos investigatórios.
Mais de mil ampolas de medicamentos emagrecedores foram apreendidas em operação coordenada na Ponte Internacional da Amizade.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Fiscais
A Receita Federal comunicou que as representações policiais serão encaminhadas ao Ministério Público Federal com prazo máximo de 30 dias para eventual oferecimento de denúncia, enquanto os bens apreendidos serão destinados ao Fundo Nacional de Fiscalização (FNF) para fins de destinação ou destruição conforme laudo técnico do órgão.
Especialistas em saúde pública alertam que a circulação clandestina de anabolizantes e medicamentos emagrecedores sem supervisão médica representa risco à integridade física dos consumidores e reforça a necessidade de campanhas educativas para coibir o tráfico ilegal nestes produtos.



