A pesquisa nacional Quaest/Pax de 2023, realizada de forma presencial com 2.004 brasileiros de 16 anos ou mais entre 12 e 15 de setembro, revelou que 86% dos entrevistados manifestam apoio ao uso de inteligência artificial na segurança pública, consolidando-se como uma das iniciativas tecnológicas mais consensuales da atualidade em matéria de segurança institucional.
Contexto Institucional e Evidências da Consolidação da IA na Segurança
A pesquisa, com margem de erro estimada em dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, destacou que 60% dos participantes apoiam integralmente a adoção da tecnologia, enquanto 26% manifestam disposição favorável à sua implementação, somando um total de 86% de adesão. O principal motivo para resistência — citado por 16% dos entrevistados — refere-se à probabilidade de erro humano e identificação injustificada, enquanto 15% questionam a efetividade prática da ferramenta, 12% expressam preocupação com a privacidade e 10% revelam desconfiança estrutural na inteligência artificial.
Além dos apoios esmagadores à utilização de câmeras com IA para localizar desaparecidos (97%) e identificar veículos roubados (96%), a tecnologia também recebe avaliação positiva para reconhecimento facial em locais públicos (91%), vigilância nas fronteiras (90%), combate a facções criminosas (90%) e patrulhamento preventivo (96%), demonstrando seu potencial multifacetado na prevenção e resolução de crimes.
86% dos brasileiros apoiam o uso da inteligência artificial na segurança pública, com 97% de aprovação específica para câmeras com IA na localização de desaparecidos.
Repercussão Institucional e Desafios Ético-Legais
O Ministério da Justiça e Segurança Pública ainda não divulgou posicionamento oficial sobre a adoção em massa da tecnologia, mas fontes do setor indicam que o governo avalia a proposta sob o viés da eficácia operacional e dos riscos jurídicos associados à privacidade e ao due process, especialmente em contextos de identificação automatizada. A Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) já sinalizou a necessidade de diretrizes claras para garantir transparência nos processos de coleta e análise de dados.
O s próximos passos incluem a elaboração de protocolos regulatórios pelo Ministério da Polícia Federal, em diálogo com órgãos de direitos humanos, visando equilibrar a segurança pública com as garantias individuais previstas na Constituição Federal, enquanto o debate sobre a eficácia custa-benefício da IA permanece aberto em fóruns técnicos e legislativos.
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