O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, declarou suspeição por foro íntimo e afastou-se do julgamento da PET 16662, marcado para terça‑feira, 15, que analisará a continuidade da investigação envolvendo Alexandre de Moraes e as informações obtidas na apuração do caso Banco Master.
Contexto Institucional e Histórico da Suspensão Judicial
A decisão de Toffoli se insere em um cenário de intensas investigações parlamentares e judiciais que culminaram na proposição da Proposta de Emenda à Constituição (PET) 16662, que visa determinar se as diligências conduzidas pela Polícia Federal sobre o Banco Master devem prosseguir perante a Corte Suprema.
O ministro justificou sua suspeição ao referir‑se ao dever de preservar a imagem e a independência da Corte, destacando que manteve a mesma postura adotada em processos anteriores relacionados ao mesmo banco, dos quais já havia se afastado voluntariamente em fevereiro, quando questionamentos sobre sua atuação foram suscitados e seu filho foi mencionado como possível beneficiário.
A suspeição de Toffoli ocorre em um momento crítico em que o STF analisa a validade da investigação que pode impactar a trajetória política de Alexandre de Moraes.
Repercussão Jurídica e Estratégias de Desafogamento
Kassio Nunes Marques também declarou impedimento para participar da análise da PET 16662, argumentando que a proximidade das eleições de 2026 – programadas para 19 dias após a data do julgamento – poderia gerar questionamentos sobre a imparcialidade do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), órgão que preside como presidente.
A decisão dos dois ministros reforça a tensão entre a necessidade de transparência nas investigações financeiras e a proteção das instituições diante de possíveis influências eleitorais, sinalizando que o desdobramento do caso dependerá de manobras processuais e das posturas adotadas pelos demais magistrados da Corte.



