Na noite de domingo (4), no distrito de Belo Monte, zona rural de Novo Repartimento, Pará, um homicídio doloso abalou a comunidade após desentendimento decorrente de aposta envolvendo o resultado do primeiro turno da eleição presidencial, onde Antônio Jardim Gomes perdeu o veículo que havia apostado contra Ananias Sotero de O liveira, que efetuou seis tiros e fugiu com a caminhonete.
Contexto Institucional e Investigação Criminal
A Polícia Civil de Novo Repartimento confirmou que Antônio Jardim Gomes foi morto a tiros por Ananias Sotero de O liveira após discussão acerca da entrega da caminhonete, que servia como garantia na aposta sobre o vencedor do primeiro turno da campanha presidencial; o crime ocorreu por volta das 20h30 do dia 4, no interior do distrito de Belo Monte, onde o suspeito, armado com pistola calibre 38, descarregou seis disparos contra a vítima, que morreu no local antes da chegada da PM.
Investigações preliminares apontam que Antônio havia apostado sua caminhonete — um modelo Toyota Hilux — contra a vitória de um dos candidatos presidenciais no primeiro turno, enquanto Ananias apostou R$ 10 mil no mesmo resultado; com o desfecho favorável ao favorito do suspeito, a vítima recusou-se a entregar as chaves após o término da disputa, motivando a abordagem armada que culminou na morte do apostador.
O crime resultou na morte de Antônio Jardim Gomes após seis tiros disparados por Ananias Sotero de O liveira em pleno desentendimento sobre a entrega da caminhonete apostada
Repercussão Legal e Desdobramentos Investigativos
A Delegacia de Novo Repartimento formalizou o caso como homicídio doloso e requisitou perícia criminalística ao Instituto de Criminalística do Estado do Pará, além da ouvida de testemunhas presenciais que relataram o desfecho violento da aposta; até o momento, Ananias Sotero de O liveira permanece foragido, e a Polícia Militar mantém operação de busca na região com apoio de viaturas da região metropolitana.
As autoridades ressaltam que a aposta em questão não possui respaldo legal para cobrança patrimonial e configura possível crime hediondo qualificado por motivo fútil e recurso fútil, com pena máxima de 30 anos de reclusão agravada pela circunstância agravante de uso de arma de fogo.



