Os deputados federais eleitos Ana Elisa (PT-MG) e Gleidson Azevedo (Republicanos-MG) publicaram vídeos nas redes sociais para debater o reajuste do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, previsto para começar em fevereiro de 2027. A medida, aprovada pelos governos estaduais, deve elevar os preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha.
O aumento foi decidido na última terça-feira (27/10), durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), composta pelas secretarias de Fazenda dos 26 estados e do Distrito Federal, e teve aprovação unânime.
Ana Elisa afirma que a responsabilidade pela decisão é das gestões estaduais, e não do governo federal, alertando que a população poderá culpar erroneamente a administração de Luiz Inácio Lula da Silva.
Já Gleidson Azevedo reconhece o impacto da guerra entre Estados Unidos e Irã no preço do barril de petróleo e lembra que o presidente Lula zerou tributos federais até 31 de dezembro de 2026, classificando a iniciativa como eleitoreira. Ele também mencionou que Jair Bolsonaro havia zerado os impostos sobre ICMS em 2022, embora o projeto sancionado por Bolsonaro tivesse validade apenas até dezembro daquele ano e gerado renúncia de cerca de R$ 18 bilhões.
Com o novo reajuste, o imposto sobre a gasolina passará de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro, alta equivalente a 4,5%. No diesel, o aumento será de cerca de 11,1%, levando o valor de R$ 1,17 para R$ 1,30.
O impacto pode se estender a outros produtos, como alimentos, devido à relação entre os custos de distribuição, transporte e margens comerciais.



