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Economia

Estudo revela que 32% das empreendedoras brasileiras permanecem na informalidade, expostas sem proteção

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Há 52 min
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Estudo revela que 32% das empreendedoras brasileiras permanecem na informalidade, expostas sem proteção
Fatos Rápidos da Notícia
  • O estudo do Instituto RME, da Rede Mulher Empreendedora, com base em pesquisa com 1.176 empreendedoras de todo o Brasil, aponta que 9 milhões de empresas ativas no país são lideradas por mulheres, sendo 32% em informalidade.
  • 54,7% das mulheres que empreendem no Brasil fazem isso motivadas pela necessidade, e 78% das empreendedoras mães tiveram filhos antes de abrir seus negócios.
  • Mais de 80% das entrevistadas precisaram interromper atividades para cuidar dos filhos, sendo 3 em cada 4 sem rede de apoio pessoal.
Resumo Editorial

O levantamento revela que 32% das 9 milhões de empresas lideradas por mulheres operam de forma informal, sem acesso a crédito, assistência técnica e proteção legal.

Um levantamento abrangente conduzido pelo Instituto RME, em parceria com a Rede Mulher Empreendedora, revela que 9 milhões de empresas ativas no Brasil são lideradas por mulheres, sendo 32% em situação de informalidade, o que as afasta de garantias financeiras, jurídicas e assistenciais, enquanto 54,7% delas iniciam atividades motivadas pela necessidade e 78% das empreendedoras mães já haviam sido madres antes de abrir seus negócios.

Contexto Institucional e Desafios Estruturais do Empreendedorismo Feminino

O estudo, baseado em pesquisa com 1.176 empreendedoras de todas as regiões do país, demonstra que a informalidade persiste como barreira estrutural, limitando o acesso a crédito, proteção legal e assistência técnica, enquanto a ausência de redes de apoio pessoal — afetando 75% das entrevistadas — obriga a maioria a interromper atividades para cuidar dos filhos, evidenciando a sobrecarga da chamada 'economia do cuidado'.

Além disso, a falta de preparo técnico nas áreas de marketing, gestão de custos, precificação e finanças constitui um dos principais gargalos para a consolidação desses negócios, conforme apontam os dados da pesquisa.

Ponto de Destaque

Mais de 80% das entrevistadas interrompem suas atividades empresariais para cuidar dos filhos, sendo 3 em cada 4 sem rede de apoio pessoal.

Repercussão Jurídica e Estratégias para Formalização e Sustentabilidade

A Rede Mulher Empreendedora e o Instituto RME destacam a necessidade urgente de políticas públicas que incentivem a formalização, já que 31,9% das empreendedoras não possuem CNPJ, sendo 38,9% das que estão informais que consideram o custo como principal impedimento à regularização.

A especialista Ana Fontes defende a separação entre finanças pessoais e empresariais como pilar fundamental para a gestão responsável, propondo conta bancária exclusiva para a empresa e pró-labore fixo para garantir estabilidade financeira e evitar a 'drenagem do caixa' causada por mistura indiscriminada de despesas.

Atenção / Ponto Crítico
A informalidade não formalizada até 31 de dezembro de 2024 pode acarretar multas administrativas e impedição de acesso a linhas de crédito em instituições financeiras regulamentadas.

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