Durante transmissão ao vivo realizada na plataforma Twitch em agosto de 2025, o influenciador Alexsander José Rodrigues da Silva, identificado como Moskitão, foi formalmente enquadrado por importunação sexual e discriminação em razão de deficiência contra Guilherme Ribeiro dos Santos, o Tokinho, após insistir em tentativas de contato físico não consentido e proferir comentários de cunho sexual e capacitista durante o evento musical na capital paulista.
Contexto Institucional e Procedimentos Apoderados
A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que acolheu o caso e instaurou ação penal com base no Código Penal (artigo 215) e na Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.134/2015), após investigação que constatou condutas reiteradas de tocamiento indesejado e desqualificação do humorista por sua condição de pessoa com nanismo durante a live.
O s fatos ocorreram em ambiente digital de grande visibilidade, onde Moskitão, sob a desculpa de entrevista, aproximou-se do convidado para forçar proximidade física, proferindo declarações como 'Eu vou te abusar' e referências explícitas a 'fetiche por deficiente', além de denominar Tokinho como 'anão', contrariando sua própria correção para 'pessoa com nanismo'.
Moskitão responde ao processo em liberdade, mas responde a acusações que prevê multa mínima de R$ 10 mil por danos morais e materiais
Repercussão Jurídica e Reações Institucionais
O MP-SP requereu expressamente que, em caso de condenação, a Justiça determine o pagamento de indenização mínima de R$ 10 mil ao denunciante, reforçando a seriedade da prática discriminatória prevista na legislação brasileira.
As manifestações oficiais ainda incluem o repúdio institucional ao discurso de ódio e o compromisso do Poder Judiciário em coibir condutas que transgridem direitos fundamentais, enquanto Moskitão mantém postura defensiva nas redes sociais sem ainda prestar esclarecimentos formais ao longo do processo.



