Na manhã de quinta-feira, 1º de outubro de 2025, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos formalizou a prisão de Ashton Hamed Ellaboudy, funcionário do Departamento de Energia dos EUA, sob acusação de colaborar com o grupo armado Houthis, que atua no Iêmen, ao fornecer expertise técnica e apoio logístico para a fabricação de explosivos caseiros e drones.
Contexto Estratégico e Apuração do Caso
A investigação, conduzida pelo Departamento Federal de Investigação (FBI) em conjunto com a Divisão de Crimes Contra a Segurança Nacional, revelou que Ellaboudy, 51 anos, residente em Richland, Washington, teria adquirido materiais perigosos — como nitrato de amônio e componentes eletrônicos — por meio de canais comerciais internacionais, com o propósito explícito de auxiliar os Houthis na modernização das infraestruturas de comunicação e na produção artesanal de artefatos explosivos. Segundo denúncia oficial, o funcionário teria usado licença médica concedida em dezembro de 2024, alegando exposição a substâncias químicas em seu ambiente laboral, como justificativa para ausência prolongada e deslocamento ao exterior.
Antecedentes indicam que Ellaboudy iniciou sua trajetória suspeita ao viajar ao O mã em março de 2025, de onde teria cruzado para o território iemenita sob identificação civil, conforme registros alfândegários norte-americanos. Em conversas interceptadas com um agente infiltrado do FBI que se fazia passar por membro relevante da rede Houthi, ele teria fornecido consultoria técnica sobre sistemas de comunicação por rádio e diagramas para configuração de drones não tripulados, contribuindo diretamente para o aperfeiçoamento operacional do grupo.



