A Medida Provisória que proíbe as apostas esportivas no Brasil, publicada em 1º de janeiro de 2025 e atualmente em tramitação no Congresso Nacional, coloca em xeque o modelo de financiamento do Flamengo, cujo director de futebol, José Boto, alertou que a ausência de receita decorrente das bets pode obrigar a venda de um ou dois atletas para garantir o cumprimento de compromissos financeiros.
Contexto Institucional e Impactos Financeiros da MP das Bets
A publicação da Medida Provisória (MP) nº 1.234/2025, que institui a proibição das apostas esportivas no território nacional, desencadeou ampla discussão entre clubes, autoridades reguladoras e setores econômicos, com o Flamengo posicionando-se como um dos principais críticos da norma, dada sua dependência histórica de receitas vinculadas ao mercado de apostas.
O dirigente rubro-negro, José Boto, destacou que a ausência de receita patrocinal proveniente das bets pode comprometer a estrutura financeira do clube, exigindo a venda de atletas para manter o pagamento pontual de salários e obrigações contratuais, especialmente em um cenário de perdas orçamentárias que se arrastam desde o início da tramitação legislativa no Congresso Nacional.
O Flamengo pode precisar vender até três jogadores para compensar a perda de receita com a proibição das apostas esportivas.
Repercussão Jurídica e Estratégias de Mitigação
A diretoria do Flamengo reiterou que não haverá atraso nos salários nem em compromissos financeiros com atletas e colaboradores, mesmo diante da eventual perda total dos recursos oriundos das apostas, comprometendo sua política de responsabilidade fiscal e manutenção da qualidade técnica da equipe para a temporada 2027.
Com o presidente Luiz Eduardo Baptista já tendo usado a contratação de Lucas Paquetá como referência para ilustrar os desafios financeiros, José Boto enfatizou que eventuais vendas de atletas ocorrerão com planejamento estratégico rigoroso, priorizando a reposição com jogadores de equivalência técnica e projeção competitiva.



