Na manhã de 28 de setembro, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro prendeu Ricardo Nunes Ramos, conhecido como "Puruca", sob a suspeita de integrar um esquema de extorsão que simulava investigações policiais e do Ministério Público para extorquir empresários da Zona O este do Rio de Janeiro.
Contexto Institucional e Estrutura do Esquema Extorsivo
A apuração conduzida pela Divisão de Investigação Criminal da PCERJ revelou que o suspeito, com apoio de um advogado, simulava a existência de procedimentos oficiais da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) para criar um cenário de ameaça fictícia que obrigava os empresários a transferir recursos financeiros.
O esquema se articulava por meio da falsificação de documentos e da manipulação de informações, com o advogado responsável por intermediar os contatos e conferir aparência legal aos pagamentos, além de instruir as vítimas a mentirem nos depoimentos policiais alegando que os valores seriam empréstimos.



