O Ministério Público de São Paulo formalizou nova acusação contra o empresário Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, o Primo, sob suspeita de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, em mais uma fase da operação Carbono O culto que desvendou a penetração do Primeiro Comando da Capital no setor de combustíveis, com mais de 350 alvos investigados em sete estados.
Contexto Institucional e O peracional da Investigação
A denúncia apresentada em agosto de 2025 pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) amplia o escopo da operação Carbono O culto, que revelou uma rede criminosa interligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no esquema de adulteração de combustíveis por meio da entrada ilícita de metanol, com fraudes documentais, fiscais e financeiras.
A investigação, conduzida por uma força-tarefa com cerca de 1.400 agentes do MPSP, MPF, Polícia Federal, Receita Federal, ANP e demais órgãos estaduais e federais, resultou na identificação de mais de 350 suspeitos distribuídos em sete estados — São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina — todos vinculados a práticas criminosas que transbordam do tráfico de drogas para o ciclo financeiro e ambiental.
Mais de 350 alvos foram identificados na operação que desmantelou uma rede de lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis ligada ao PCC
Repercussão Legal e Desdobramentos Futuramente
A defesa de Mohamad Hussein Mourad rebateu a denúncia afirmando que ela "especula fatos não provados" e que não identifica o crime antecedente objeto da suposta lavagem, enquanto a defesa de Beto Louco declarou que contestará a acusação em juízo.
As autoridades apuram agora se as fintechs utilizadas para movimentar recursos — instaladas na Faria Lima — efetivamente obscureceram a origem dos recursos, como alega o Ministério Público, em um esquema que envolve também fraudes fiscais ambientais e ligações com organizações criminosas transnacionais.



